Com o aumento dos pedidos de ressonância magnética, o diagnóstico de condromalácea patelar ou até mesmo condropatias em geral são cada vez mais frequente. Entender o contexto acerca deste diagnóstico permite com que o paciente tenha maior educação sobre seu problema e como lidar com ele.
A condromalácea patelar nada mais é do que o amolecimento da cartilagem da patela. Digo “nada mais” porque não é exatamente este o motivo do paciente sentir dor. A condromalácea patelar é na verdade uma sequela de uma disfunção que está acontecendo no joelho, ou seja, ela é a consequência e não a causa dor. Alguns estudos nos mostram inclusive que estas alterações surgem em decorrência do envelhecimento natural de nosso corpo, o que significa que ao longo dos anos todos tendemos a desenvolver lesões de cartilagem e isso não quer dizer de fato que teremos dor.
O que realmente causa a dor está mais relacionado ao que chamamos de disfunção fêmoro-patelar. Essa disfunção basicamente está relacionada com o movimento não-adequado entre a articulação da patela e o fêmur. Este movimento não-adequado pode causar dor e o motivo disso acontecer na maioria dos casos é o desequilíbrio de força entre os músculos que controlam o movimento que acontece no joelho. Esta disfunção causa principalmente dor associada ao movimento, dificilmente apresenta dor quando estamos em repouso e o local da dor é na frente do joelho (região anterior), digo região porque nem sempre é no mesmo ponto. As vezes dói do lado de dentro do joelho, as vezes do lado de fora, pode ser embaixo da patela como pode dar a sensação de que é dentro do joelho.
A partir do momento em que reequilibramos a força muscular a dor melhora, assim como você terá sua qualidade de vida de volta. Se você faz alguma atividade física, fique tranquilo! Você poderá voltar a fazer o que você mais gosta. No entanto, não se esqueça de procurar um fisioterapeuta qualificado para fazer um diagnóstico funcional adequado e prescrever um plano de tratamento que seja personalizado para você.